1 de ago de 2015

CAFOFO DE LULLA

CAFOFO DE LULA ERA O "ESCRITÓRIO" CENTRAL DOS EMPREITEIROS DO PETROLÃO, REVELA REPORTAGEM-BOMBA DO SITE DE 'VEJA'.
 O cafofo de Lula em São Paulo: centro de convergência operacional dos petrolões, segundo a reportagem de Veja. O sobrado de dois andares que a­parece nas páginas que abrem esta reportagem nem de longe lembra um palácio. As aparências, como sempre, enganam. Nele funciona desde 2011 o Instituto Lula, entidade concebida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para servir de plataforma à sua atuação política após deixar o Palácio do Planalto. Pelo menos no papel, os planos de Lula para seu instituto eram o mais ambiciosos e altruístas possível. A entidade foi concebida para funcionar como um centro de integração da América Latina, um pilar para fortalecer a democracia nos países em desenvolvimento e ajudar a acabar com a fome na África. Tudo muito nobre, se por trás dos objetivos messiânicos não estivessem os empreiteiros envolvidos no escândalo da Petrobras. As investigações da Polícia Federal já revelaram que o dinheiro desviado da estatal financiou o funcionamento do instituto. Além disso, fica cada vez mais evidente que o ex-­presidente Lula acabou usando sua influência no Brasil e no exterior para fomentar os negócios de criminosos - e ganhou muito dinheiro com isso. A favor do ex-presidente há o fato de que ele pode ter agido com as melhores intenções - enganado pelos seus contratantes, sem saber a origem do dinheiro que foi doado pelos empresários ao seu instituto. Ao fazer lobby para as empreiteiras no exterior, estaria pensando exclusivamente no bem do Brasil e nos milhares de empregos que poderiam ajudar a aplacar a miséria do Terceiro Mundo. Se isso for verdade, ele era o único bom samaritano da história. Na semana passada, os procuradores que investigam o petrolão denunciaram as cúpulas das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht. Esta última, a maior do país e uma das maiores do mundo, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Os dados que sustentam a acusação são estarrecedores. A empreiteira movimentou mais de 1 bilhão de reais em contas secretas no exterior. Parte desse dinheiro, descobriu-se, foi usada para subornar diretores da Petrobras. No ano passado, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, contou em sua delação premiada ter recebido 23 milhões de dólares em propina paga pela Ode­brecht. Era sua parte, a menor, na ampla rede de distribuição de subornos em troca dos milionários contratos da Petrobras. A empreiteira negava. Seguindo o dinheiro, os investigadores descobriram que a companhia abriu uma série de empresas de fachada no exterior para esconder os pagamentos de propina. Na sexta-feira, o juiz Sergio Moro decretou pela segunda vez a prisão preventiva de Marcelo Odebrecht, Alexandrino Alencar e outros executivos da companhia. A nova ordem de prisão teve por base informações bancárias remetidas ao Brasil pelas autoridades suíças que não deixam dúvidas de que a maior construtora brasileira está envolvida até o pescoço no escândalo de corrupção da Petrobras. Na semana passada, a Polícia Federal também anexou ao processo anotações encontradas nos telefones apreendidos com Marcelo Odebrecht e documentos apreendidos com os diretores da empreiteira. As notas mostram que o empreiteiro, diferentemente do que vinha sustentando, não só tinha conhecimento como exercia controle sobre as atividades paralelas da empreiteira no petrolão, incluindo a estratégia para tentar melar a investigação. Nas anotações constam cifras, nomes de figuras importantes associadas a cifras, obras associadas a cifras, contas na Suíça - provavelmente as mesmas agora descobertas pelos investigadores. Em uma das anotações, Marcelo insinua que as contas suíças abasteceram campanhas políticas, entre elas a da presidente Dilma Rousseff. Muito ainda precisa ser investigado. Há outra evidência importante que eclode dessa parte da investigação: a parceria que havia entre a Odebrecht e o Instituto Lula. Uma troca de mensagens interceptada pela Polícia Federal e juntada na semana passada ao processo da Lava-Jato ilustra bem a relação entre a entidade beneficente do ex-presidente e a empreiteira que corrompeu metade da diretoria da Petrobras nomeada por ele. Na origem da troca de mensagens está uma lista de perguntas enviadas por VEJA à companhia sobre os pagamentos feitos ao ex-­presidente e a seu instituto. A Lava-Jato tinha acabado de revelar que a Camargo Corrêa, outra empreiteira flagrada no petrolão, havia repassado 4,5 milhões de reais a Lula. Uma parte do valor, 1,5 milhão, foi paga diretamente à LILS, empresa de palestras e eventos aberta pelo petista. E a outra parcela, de 3 milhões, seguiu para contas do Instituto Lula. Curiosamente, um dos depósitos foi anotado na contabilidade da Camargo sob a rubrica "bônus eleitorais". Como já se sabia que a Odebrecht também havia dado dinheiro a Lula, VEJA perguntou à companhia os valores e a justificativa para tais pagamentos. Ao encaminhar as perguntas à diretoria, um assessor da Odebrecht primeiro explica: "Caros, a Veja nos procurou hoje para falar das nossas relações com o Instituto Lula. Deixaram claro que o gancho deles é a divulgação, no contexto da Lava-Jato, da 'doação' da Camargo para o instituto". Depois, sem saber que a mensagem pararia nas mãos da Polícia Federal, ele comete uma inconfidência: "Alex, vou alinhar com o Instituto Lula, no paralelo". Alex, no caso, é Alexandrino Alencar, então diretor de relações institucionais da Odebrecht, atualmente preso em Curitiba junto com Marcelo Odebrecht. Era a Alexandrino que cabia operacionalizar a relação com Lula e seu instituto e, nas horas vagas, providenciar pagamentos de propinas no exterior.

SANATÓRIO GERAL

Doutor em grana

DOUTOR EM GRANA.

“Eles não conseguem suportar o fato de que, em 12 anos, nós bancarizamos 70 milhões de pessoas, gente que entrou numa agência bancária pela primeira vez sem ser para pagar uma conta. Acho que isso explica o ódio e a mentira dessas pessoas”.

Lula, durante a discurseira no Sindicato dos Bancários do ABC, falando sobre assuntos bancários com a autoridade de quem, sozinho, arrancou do BNDES uma fortuna muito maior que a soma do dinheiro movimentado pelos 70 milhões de correntistas que acabou de inventar.

SANATÓRIO GERAL

Neurônio atravessado.

NEURÔNIO ATRAVESSADO.

“Nós estamos, sem sombra de dúvida, num ano de travessia, nós estamos fazendo uma travessia. Essa travessia é para levar o Brasil para um lugar melhor”.

Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, no encontro com governadores, ao informar que uma travessia é uma travessia, prometendo melhorar o país que, segundo a discurseira da candidata à reeleição, tinha resolvido em 12 anos todos os problemas acumulados desde a chegada das primeiras caravelas.

DIRETO AO PONTO


Os passageiros do avião em pane decidem: ou trocam de país ou trocam o piloto.

O palavrório de Dilma Rousseff na reunião com os governadores reitera que a comandante do avião em pane se recusa a enxergar o tamanho do perigo e continuará avançando pela rota que conduz ao desastre. Todos os indicadores avisam que é preciso cair fora imediatamente da zona de turbulência. Mas a mulher no manche faz de conta que enfrenta uma ventania que logo será reduzida a brisa.
É mais que um surto de otimismo irresponsável. É outra prova contundente de que o país desgovernado está nas mãos de alguém incapaz de pilotar um carrinho de sorvete. Os passageiros precisam decidir o que fazer: ou trocam de avião ou trocam o piloto.

CATTA PRETA

DIÁRIO DO PT - CLAUDIO HUMBERTO


O altíssimo escalão do PT trata o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, preso na Lava Jato, como “pauta-bomba’, após a informação de que ele estaria negociando acordo delação premiada. Isso seria “devastador” e poderia levar muitos deles à cadeia, incluindo o ex-ministro José Dirceu. Duque zelava pelos “interesses” da alta da cúpula do PT no esquema de corrupção implantado no governo Lula, em 2005.
Diretor de Serviços da Petrobras por 9 anos, de 2003 a 2012, Renato Duque viabilizou vantagens para a alta cúpula do governo Lula.
Eventual delação de Renato Duque, que desfrutava da intimidade do poder, poderia representar uma forte ameaça ao ex-presidente Lula.
A defesa de Renato Duque, que negava a delação, mudou o discurso. O advogado Alexandre Lopes diz que um acordo “não é impossível”.
Duque foi preso tentando ocultar patrimônio não declarado. Foi flagrado em transferência de € 20 milhões para conta no Principado de Mônaco.
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Preso pela Polícia Federal no Galeão, em 3 de julho, tentando embarcar para a Europa com fóssil de peixe, o espanhol Matias Jimenez Fernandez prometia novas aventura a interlocutores, dia 28, em conversa no restaurante do hotel Sheraton, na Barra da Tijuca, no Rio. Ele é funcionário da GasIndur, parceira da Petrobras. Trabalha no Brasil em reserva de mercado da Companhia de Gás do Rio (CEG).
Fósseis só podem ser levados do País por pesquisadores, e com permissão do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Pai amoroso, Matias Fernandez pretendia levar um fóssil de presente para filho, que mora com o restante da família em Valladolid, Espanha.
O espanhol Fernandez tem registro profissional de desenhista, mas é executivo, inclusive assinando cheques e contratos da empresa.
No ato de devolução de dinheiro repatriado, foi no mínimo estranha a presença de ministros cujo governo roubou ou deixou que roubassem a Petrobras. Um pouco de Simancol faria bem a essa gente.
A empresa criada por Beatriz Catta Preta em Miami pode ser para aquisição de imóvel. Ou para a reconstruir sua vida. Beatriz é mais um brasileiro que cansou, jogou a toalha e desistiu do País.
A primeira mulher do “operador” Mário Góes, de nacionalidade alemã, tem grande influência sobre ele e estaria por trás da pressão para sua aceitação de acordo de delação premiada, na Operação Lava Jato.
Dilma acha que o molhar de mãos, liberando emendas parlamentares, será suficiente para garantir a governabilidade. Com o governo fraco, fala-se mais no Congresso em sucessão que na sobrevida de Dilma.
A Operação Política Supervisionada faz abaixo-assinado pedindo a devolução de R$ 272 mil do deputado Wellington Roberto (PR-PB). Ele usou dinheiro público para abastecer veículos de seu escritório no posto do seu irmão, em Campina Grande.
A ditadura venezuelana não resolve o desabastecimento, forçando a população a saquear supermercados. Para desviar a atenção mandou militares invadirem uma fábrica e armazéns para “construir moradias”.
Empresas elétricas em alta, pelos critérios loucos da Standard&Poors, surpreenderam mais que a prisão do almirante da Eletronuclear. Há apostas em acerto (de verbas, sempre) entre governo e o setor elétrico.
Na série de sucesso Goodwife, há dias, um personagem diz que voltou para casa de Uber, para não cair na blitz da Lei Seca. E não era propaganda: é que o Uber caiu nas graças também dos americanos.

Na volta do Congresso, aliados clamam por nova viagem de Dilma ao exterior. Não querem iniciar o segundo semestre com a crise no Brasil.

31 de jul de 2015

DILMA FURIOSA

VC ENTENDEU?

E com a palavra, O MONSTRO!
Dilma discursa durante lançamento do Pronatec Aprendiz, no Palácio do Planalto "Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta". Se você entendeu, meus parabéns, você fala Antês, a língua da presidANTA. Eu não entendi p***a nenhuma. E acho que o resto de Banânia também não. Mas para o nível intelectual do poveco da pátria educadora tá bom e basta!

AUGUSTO NUNES


A ressurreição dos chargistas sem medo antecipa a agonia do humorismo a favor.

A RESSUREIÇÃO DOS CHARGISTAS SEM MEDO ANTECIPA A AGONIA DO HUMORISMO A FAVOR.

Um dos mais repulsivos filhotes da era lulopetista, o humorismo a favor só não chegou aos 100% de adesão porque havia no meio do caminho um gênio indomável. A epidemia de vassalagem atingiu tais dimensões que, durante muitos anos, Millôr Fernandes pareceu o único a obedecer ao primeiro mandamento da imprensa independente, que ele próprio concebera, e se estende a charges, cartuns, fotomontagem e demais ramificações do humor sem cabresto: “Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”.
Por covardia, vigarice ideológica ou dinheiro, o resto decidiu que Lula e Dilma mereciam o tratamento respeitoso, reverente ou submisso negado a todos os governantes desde o Descobrimento. Em qualquer país democrático, nenhum presidente diria que sua mãe nascera analfabeta sem que lhe desabasse sobre a cabeça uma tempestade de sarcasmos, ironias, deboches e outros castigos desenhados. Sempre impunemente, Lula fez isso e muito mais. E qualquer presidente que enxergasse cachorros ocultos por trás de uma criança seria afogada pela onda de desenhos inspirados em quem implora por camisas de força. Dilma fez isso e muito mais.
Faria mais ainda se não fosse surpreendida pela ressurreição dos chargistas livres como um táxi. Os chargistas estatizados, convém ressalvar, continuam amplamente majoritários. Mas os discípulos de Millôr estão de volta à paisagem brasileira e são cada vez mais numerosos. É o que atestam os 13 exemplos extraídos da amostra reunida pela jornalista e escritora Vera Japiassu e repassada à coluna por Moacir Japiassu, grande jornalista e escritor do primeiríssimo time.
O renascimento do humor sem medo nem patrão é outra luminosa evidência de que ─ apesar de tudo, apesar de tantos ─ existe vida inteligente na terra destruída pelo estadista que não lê e arrasada pela sumidade que não sabe o que diz.
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LAVA - JATO


Cunha cumprimenta aliado Hugo Motta, com Luiz Sérgio ao fundo: Kroll analisará contas
Foto: Agência O Globo / Givaldo Brabosa/12-03-2015

CPI põe empresa de investigação para vasculhar delações.



LULLA E O NAZISMO


Maurício Terra
Lula e o nazismo.
“O que a gente vê na televisão parece os nazistas incriminando o povo judeu"

Com essas palavras, o ex-presidente Lula ilustra com louvor a sua vasta ausência de conhecimento sobre história ou, ao menos, a mais obtusa avaliação de fatos históricos. O povo judeu era perseguido durante a ascensão do nazismo alemão porque era composto de judeus. Tanto fazia o banqueiro, o joalheiro, o médico, o contador, o sapateiro, a dona de casa ou seus filhos, todos eram perseguidos e foram massacrados por serem judeus.

O que se vê hoje, na televisão, é uma população inteira indignada com procedimentos criminosos perpetrados por grupos restritos de agentes políticos contra o patrimônio e a dignidade do povo. A revolta e a indignação são tanto maiores quanto mais esclarecidas são as pessoas. Por mais humilde que seja o cidadão, quanto mais ele fica sabendo o que aconteceu e acontece, mais ele se dá conta do papel de idiota que fez ao acreditar nas lorotas eleitoreiras responsáveis pela falta de clareza sobre a real situação do país.

A percepção externada pelo ex-presidente sobe os fatos, portanto, é equivocada porque o que se vê é que diversos crimes e malfeitorias estão sendo desvendados e exibidos ao público, e acontece de todos terem no partido governista um ponto em comum. Não se trata de perseguir petistas e inventar fatos a seu respeito para justificar a perseguição, mas o contrário: investiga-se os problemas e descobre-se que, na maior parte das vezes, são parte de ações sistemáticas de uma gangue contra o patrimônio público.

Mais uma vez Lula confunde a perseguição, que tem fim em si mesma, que só serve para atrapalhar a vida do perseguido, com a investigação, que propõe a compreensão de fatos, eventualmente numa reação em cadeia, visando o esclarecimento para a Justiça e para o público.

DIÁRIO DO PODER * CLAUDIO HUMBERTO


A CPI da Petrobras alegou dificuldade em notificar a advogada Beatriz Catta Preta para depor. A pretendida convocação é uma retaliação de parlamentares ligados a Eduardo Cunha, que atribui a ela a delação de Júlio Camargo, que o acusa de exigir propina de US$ 5 milhões. Talvez Beatriz pudesse ter sido encontrada em Coral Gables, Miami (EUA), onde, com o marido Carlos, constituiu em outubro de 2014 empresa Catta Preta Consulting LLC, segundo documentos obtidos pela coluna. Ela retornou de um período de férias com a família, em Miami. Nesta quinta-feira, Catta Preta anunciou a decisão de abandonar a advocacia, alegando a necessidade de preservar a segurança de sua família. A criminalista se sente ameaçada por parlamentares da CPI da Petrobras ligados ao presidente da Câmara.
A OAB tem razão, ao protestar contra a convocação de advogados por CPIs. Eles não podem revelar os segredos de clientes e ex-clientes.
Presidente do STF, Ricardo Lewandowski criticou a CPI e autorizou Catta Preta a preservar sua relação com clientes, ainda que preste depoimento.
Criminalista competente e pragmática, Beatriz Catta Preta defendeu nove réus que mudaram a historia da Lava Jato, com suas delações.
Foram fortíssimos os rumores, ontem, em Brasília, da iminente prisão do ex-presidente Lula. Mas foi rebate falso. Ao menos por enquanto.
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Parlamentares do PP devem se reunir ainda na primeira quinzena de agosto para reavaliar os laços com Planalto. Eles concluíram que o PT trabalha dobrado para transformar o PP no “boi de piranha” da Lava Jato, contando até com a anuência do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça). Deputados se articularam durante o recesso para mandar um “aviso” ao governo que vem sendo chamado de “enfrentamento”.
O primeiro aviso do PP deve aparecer na votação do ajuste fiscal. “Que o governo não conte com a nossa fidelidade”, diz um deputado do PP.
O PP tem o mesmo entendimento do deputado Eduardo Cunha, que rompeu com o governo acusando-o e ao PT de “armar” contra ele.
O PT não perdoa o fato de o PP ter apoiado Eduardo Cunha, desafeto público do Planalto, para a Presidência da Câmara dos Deputados.
É bom lembrar que o País quebrou, e foi obrigado a promover ajuste fiscal duríssimo, porque o governo Dilma gastou mais do que arrecadou. Só nos meses eleitorais de 2014, mais de R$ 20 bilhões.
O escritório paulista Benício Advogados, contratado para defender em Minas o presidente da Andrade Gutierrez, Otavio Azevedo (réu na Lava Jato), compartilha endereço e telefone, em BH, com a banca de Renato Azeredo, filho do Eduardo Azeredo, réu no mensalão tucano.
O senador Romário (PSB) acredita que a denúncia de conta na Suíça está ligada à disputa pela Prefeitura do Rio. Irmão de Eduardo Paes, Guilherme Paes é sócio do BTG Pactual, que comprou o banco BSI.
Jornalistas que elogiam o aplicativo Uber têm sido ameaçados por uma minoria delinquente de taxistas. Atiram no próprio pé: tanta truculência faz contraponto com a gentileza que caracteriza os motoristas do Uber.
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, andou se reunindo com Ciro Gomes oficialmente para discutir a Transnordestina. Mas há rumores de reaproximação da família Gomes Ferreira com o PSB.
Dono da Itaipava, Walter Faria marcará o primeiro ano da morte de Eduardo Campos com edição especial da cerveja. Terá a imagem do ex-governador, que o persuadiu investir em Pernambuco. Assim, Farias redefine a antiga expressão nordestina “beber o morto”.
A Marinha silencia sobre a prisão do almirante da Eletronuclear porque militares são intolerantes com corrupção. Não se deve esperar rebelião das Forças Aradas por prisões como a de Othon Pereira da Silva.
O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) diz que Dilma o autorizou a agendar reunião com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para discutir a falta de recursos do DF. Mas a União também está no buraco.

Por que Dilma demorou 5 anos para admitir reforma no ICMS e deixou para fazer isso na véspera do julgamento das pedaladas fiscais?

30 de jul de 2015

MENTES

SÉRGIO MORO



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 QUEM É SÉRGIO MORO?

  Vale a pena conhecer um pouco da vida desse juiz federal que leu e assimilou a estratégia da delação premiada e da publicidade, usada pelos "juízes de ataque" da Operação Mãos Limpas (Itália, década de 70), os quais "após dois anos de investigações, haviam expedido 2.993 mandados de prisão contra empresários e centenas de parlamentares, dentre os quais quatro ex-premiês".
A Lava Jato (já na 14ª etapa) "está apenas no começo", diz ele. Concordo. Mas já está mais que na hora de apertar o cerco sobre o Ali Babá e a Rainha da Inglaterra (Dilma, no imaginário de Lula), que tropeçou com as "pedaladas" fiscais de 2014, não engolidas pelo TCU.
QUEM É SÉRGIO MORO?


Veja quem é o Juiz da Operação Lava-jato, a quem podemos comparar a Joaquim Barbosa.

Dono de estilo reservado, caráter ilibado, honestidade implacável e hábitos simples, o JUIZ da Vara Federal de Curitiba-PR entrou para a história do nosso país ao levar EXECUTIVOS PODEROSOS ligados ao PT de EMPREITEIRAS FAMOSAS para a CADEIA e se mostrar implacável no combate à CORRUPÇÃO da PETROBRÁS e da POLITICA brasileira. Sempre que alguém o compara com Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Sérgio Moro desconversa. Ou melhor, silencia.

O juiz da 13ª vara federal criminal de Curitiba, que ganhou notoriedade à frente das investigações da Operação Lava-Jato, não gosta desse tipo de comparação nem de especulações sobre o seu futuro.
Há alguns anos, rejeitou sondagens para se tornar desembargador, o que para muitos é degrau natural para galgar a última instância do Judiciário. Moro afastou-se da oferta por desconfiar de tentativa de cooptação por parte de um figurão da política nacional que temia virar réu num inquérito que chegou à sua mesa. Não fosse isso, ele daria outro jeito de recusar a oferta por acreditar que ainda há muito o que fazer na primeira instância.
Eleito pela REVISTA  "ISTO É" o "BRASILEIRO do ANO", SÉRGIO MORO não mostra sedução pelo poder da toga.
De hábitos simples, ele faz parte de uma rara safra de juízes que encararam a magistratura como profissão de fé.
Não dá entrevista, nem posa para fotos. Dispensa privilégios. Vai para o trabalho todos os dias a bordo de um velho Fiat Idea 2005, prata, bastante sujo e repleto de livros jurídicos empilhados no banco de trás. Antes, chegou a ir de bicicleta."Quando eu chego aos lugares, ninguém imagina que é o Sérgio Moro", conta, sorrindo.
Apesar de ter se tornado o inimigo número 1 de poderosos, prefere andar sem guarda-costas. Quem sempre reclama é a esposa, a advogada Rosângela Wolff de Quadros Moro, procuradora jurídica da Federação Nacional das Apaes, instituição dedicada à inclusão social de pessoas com deficiência. A "Sra. Moro" teme pela segurança do marido, e dela mesma, afinal o magistrado se mostrou implacável com a corrupção ao encurralar integrantes do governo do PT e levar, numa ação inédita, executivos das maiores empreiteiras do País à cadeia.
Nascido em PONTA GROSSA - há 42 anos, Moro é filho de Odete Starke Moro com Dalton Áureo Moro, professor de geografia da Universidade de Estadual de Maringá - morto em 2005. Antes de ingressar na Magistratura, seguiu os passos do pai. Integrou o mesmo Departamentode Geografia da UEM e também deu aula nos colégios Papa João XIII e Dr. Gastão Vidigal.
Obteve os títulos de MESTRE e DOUTOR em DIREITO do Estado pela Universidade Federal do Paraná. Seu orientador foi Marçal Justen Filho, um dos mais conceituados especialistas em licitações e contratos. Cursou o Program of Instruction for Lawyers na prestigiada Harvard Law School e participou de programas de estudos sobre lavagem de dinheiro no International Visitors Program, promovido pelo Departamento de Estado americano.  
Sérgio Moro criou varas especializadas em crimes financeiros na Justiça Federal e traz no currículo outras operações de peso. Presidiu o inquérito da operação Farol da Colina, que desmontou uma rede de 60 doleiros, entre eles Alberto Youssef. A investigação fora um desdobramento do caso Banestado, que apurou a evasão de US$ 30 bilhões de políticos por meio das chamadas contas CC5.
Ciente de que os mecanismos de lavagem de dinheiro evoluem e se tornam cada vez mais complexos, Moro não para de estudar.
É um aficionado pela histórica "Operação Mãos Limpas". Quando a compara com a Lava Jato, não tem dúvidas: "É apenas o começo". O caso que marcou para sempre a política italiana foi deflagrado por um acordo de delação, mecanismo inaugurado anos antes nos processos contra a máfia. Após dois anos de investigações, a Justiça italiana havia expedido 2.993 mandados de prisão contra empresários e centenas de parlamentares, dentre os quais quatro ex-premiês.
Num artigo sobre o caso italiano em 2004, Moro exalta os chamados "pretori d'assalto", ou "juízes de ataque", geração de magistrados dos anos 1970 na Itália que ganharam espécie e legitimidade ao usar a lei para "reduzir a injustiça social", tomar "posturas antigovernamentais" e muitas vezes agir "em substituição a um poder político impotente". O juiz SÉRGIO MORO se identifica com essa geração e vê no Brasil de hoje um cenário semelhante e propício ao combate à CORRUPÇÃO.