26/11/2014

SEM CATEGORIA

Reynaldo-BH: Isto aqui é hospício ou circo?

REYNALDO ROCHA
País de loucos. Seremos todos hóspedes do Sanatório Geral que o Augusto tenta manter com o número necessário de vagas? Aqui corruptor passa recibo – isso mesmo, aquele de papel! – do crime cometido. Só falta a exposição de motivos.
Quem manda no prostíbulo? Lula, depois de uma reunião de dez horas com a mulher que se julga presidente, deve ter anotado as ordens em algum papel de padaria. Isso vale mais – neste governo – que um decreto. Bastam as digitais (ou meia dúzia de garranchos) do copresidente. Dilma jamais ousará contrariar uma determinação de Lula. Aceitou Joaquim Levy como regra-três de  Luiz Carlos Trabuco e Henrique Meireles, os preferidos do padrinho.

ELEIÇÃO

Disputa pelo HSV do mês começa nesta quarta-feira. Ao teclado, amigos.

Começa nesta quarta-feira a votação na enquete que apontará o ganhador do título de Homem sem Visão de Novembro. Como determina o regulamento do prêmio menos cobiçado do Brasil, são inelegíveis os campeões que conquistaram o troféu mensal neste ano: José Eduardo Cardozo (janeiro), André Vargas (fevereiro), Luis Roberto Barroso (março), Gleisi Hoffmann (abril), Teori Zavascki (maio), Alberto Cantalice (junho), Fernando Haddad (julho), Graça Foster (agosto), Guido Mantega (setembro) e Dias Toffoli (outubro).
O timaço de comentaristas está convidado a inscrever os candidatos que não podem ficar fora da única eleição que permite votar sem remorso em gente que ninguém merece. Ao teclado, amigos.

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 26 DE NOVEMBRO DE 2014
    Já é dada como certa na cúpula do PT a prisão do seu tesoureiro João Vaccari Neto, apontado como o principal interlocutor do partido junto ao esquema bilionário de corrupção na Petrobras. A expectativa no PT é que haverá uma nova fase da Operação LavaJato, da qual Vaccari não escapará da prisão, a exemplo de outros agentes políticos sem foro privilegiado, inclusive do PP e o PMDB, igualmente delatados.
  • O próprio Vaccari até já preveniu a família e os amigos mais próximos sobre sua provável prisão, conforme está coluna revelou há um mês.
  • Dilma ordenou e o PT afastou João Vaccari da campanha após as primeiras denúncias. Edinho Silva foi improvisado como seu tesoureiro.
  • Operação Lava Jato apurou que Vaccari criou empresa-fantasma para ocultar a grana suja recebida do esquema de ladroagem do Petrolão.
  • …como concluiu um atilado leitor, ser tesoureiro do PT é uma profissão de risco: sempre dá cadeia.
  • A investigação da Transpetro no escândalo do Petrolão pode envolver ao menos doze pessoas, desde seu presidente, Sérgio Machado (único a ser delatado, até agora), diretores e membros do conselho. Mas os Investigadores acham que nenhum esquema irregular aconteceria sem a conivência dos responsáveis por comissões de pré-qualificação para processos licitatórios, negociação, gestão de riscos e, claro, gerentes.
  • Indicado por Renan Calheiros e avalizado pelo PMDB, Sérgio Machado promete reassumir no dia 4, um mês após se afastar voluntariamente.
  • O contribuinte que escreve à Casa Civil do ministro Mercadante recebe sempre de volta a mensagem “Ocorreu um erro, tente mais tarde”.
  • Fizeram as contas nas redes sociais: o rombo de US$10 bilhões do Petrolão supera o PIB da ilha de Malta.
  • Demitido há três meses, mas ainda agarrado ao cargo, o ministro Guido Mantega (Fazenda) espera ao menos uma compensação, digamos, pessoal: a nomeação do seu secretário-executivo, amigo e quase parente Paulo Caffarelli na vice-presidência do Banco do Brasil.
  • Apesar da movimentação do PT, o PMDB do Senado tem esperança de manter o controle do Ministério de Minas e Energia. A bancada quer emplacar na Esplanada Eduardo Braga (AM) e Eunício Oliveira (CE).
  • O presidente do PTB, Benito Gama, articula para tirar Jovair Arantes (GO) da liderança do partido na Câmara. Arantes está louco para aderir a Dilma, mas o PTB se aliou a Aécio Neves (PSDB) nas eleições.
  • ONGs de origem intrigante defendem o deputado Fernando Ferro (PT-PE), que não foi reeleito, para assumir o Ministério de Meio Ambiente Dilma. O problema é que nem mesmo o PT pernambucano quer isso.
  • Nos primeiros meses de 2015 o Brasil terá 35 partidos mamando no Fundo Partidário, alimentado com recursos públicos. Rede e o Partido Novo estão quase lá. O PL do adesista por Gilberto Kassab, também.
  • O senador eleito José Serra (PSDB-SP) lançará seu livro “Cinquenta Anos Esta Noite – o Golpe, a Ditadura e o Exílio” (Editora Record), hoje (26), na abertura do 25º Congresso de Direito Constitucional. A partir das 19h30 no auditório da CNTC, na 902 Sul, em Brasília.
  • O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) cogita se filiar ao PL, mas antes terá de compor com Otto Alencar, que comanda o PSD-BA. Vice de Jaques Wagner (PT), Otto é senador eleito na chapa do PT.
  • O almirante Júlio Moura Neto, comandante da Marinha, agora é acusado de usar a base naval restrita de Aratu (BA) para casar o filho, civil, em dezembro de 2013. Só oficiais podem se casar no local.
  • Pensa como Armínio Fraga, trabalha como Armínio Fraga e não é Armínio Fraga? É Joaquim Levy, o futuro ministro da Fazenda.

FALIDO

O vice, Nelson Mufarrej, e o novo presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo

DÍVIDA DE R$ 1 BI.

Carlos Eduardo Pereira é o novo presidente do Botafogo.

ARNALDO JABOR

O cineasta e colunista Arnaldo Jabor.
 Duplas identidades Antigamente, nos identificávamos com as vítimas; hoje, nos fascinamos com os malvados Tenho assistido ao ótimo seriado “Dupla identidade” — sobre um psicopata, escrito por Gloria Perez (que já foi vitima de um deles). A série é muito bem dirigida e fotografada e tem atores excelentes como o protagonista, Luana Piovani, Débora Falabella, Marcello Novaes. E vejo que o personagem de Bruno Gagliasso nos fascina pelo mal. Parece até uma réplica daquele ”serial killer” de Goiás, jovem, bonito, que matou 39 moças. Antigamente, nos romances, nos filmes, nos identificávamos com as vítimas; hoje, nos fascinamos com os malvados. Não torcemos mais pelos mocinhos — torcemos pelos bandidos. Quem nos fascina são os filhos da p... Por quê? Sempre houve psicopatas e seus crimes. Só no século XX, duas guerras, holocausto, Hiroshima e Nagasaki, terrorismo, tudo causado pela ausência de sentimento de culpa e pelo prazer do “inominável”. Não estou sendo psicologista, mas a psicopatia — para além das causas políticas e econômicas — é a base dos líderes implacáveis e assassinos. Hoje a psicopatia é mais “descentralizada”. Não tem a massiva lógica “fordista” da era industrial. Agora, no pós-tudo, o mal se dissemina, alastra-se em ilhas de comportamentos já “aceitáveis”. Os psicopatas estão na moda. Vai desde os degoladores do Estado Islâmico até o sujeito que mata para roubar um tênis ou ainda para os ladrões da PTbras, os chamados psicopatas “revolucionários”. Agora, a psicopatia é o “hype” do mal. Dentro de casa, vivemos uma democracia de massas com o gigantesco aluvião de corrupção. Os corruptos também possuem “dupla identidade.” Falam em honra “ilibada“ e roubam bilhões. O que estamos vendo é o desvelamento de uma farsa que nos assola há séculos, pelo menos desde Tomé de Souza, que, ao fundar Salvador em 1549, roubou tanto que quase quebrou Portugal. Com a crise das utopias, com a exposição brutal de um escândalo por dia, somos levados a endurecer o coração, endurecer os olhos, em busca de um funcionamento que pareça aos outros “normal”, “comercial” ou seremos descartados, tirados “de linha”, como carros velhos. A propaganda e o “espírito do tempo” estimulam a “beleza” do narcisismo. Isso leva à vaidade e a um egoísmo desabrido que evolui para a psicopatia. Somos hoje “freelancers” sem limites morais e conquistamos uma liberdade para nada, para o exercício de um charme ilusório, uma subjetividade transformada em produto de mercado. Com a desmoralização da política e da lei no mundo todo, vão se parindo legiões de psicopatas, disfarçados de competentes ou vitoriosos. Já houve a época da histeria, do romantismo utópico onipotente, da paranoia do entre-guerras. Hoje, temos o psicopata. E veio para ficar. Eles encarnam a vida moderna.. Como acreditar em harmonia futura, em bom senso, em arte, depois dessa revolução da boçalidade bruta? O psicopata pós-moderno, light, não faz picadinho de ninguém; no entanto, tem as mesmas molas que movem o esquartejador. Ele não é nervoso ou inseguro. Parece muito sadio e simpático. Ele em geral tem encanto e inteligência. E é muito difícil reconhecer o psicopata. Há uma frase que os define assim: “Os ratos são mais felizes que as vítimas do psicopata. Ao menos os ratos sabem ‘quem’ são os gatos.” Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações, sempre se achando inocente ou “vítima” do mundo, do qual tem de se vingar. Ele não sente remorso ou vergonha do que faz (o que nos dá uma secreta inveja). Ele mente compulsivamente, muitas vezes acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Não tem capacidade de olhar para dentro de si mesmo. Não tem “insights” nem aprende com a experiência, simplesmente porque acha que não tem nada a aprender. E esse comportamento está deixando de ser uma exceção. A velha luta pela ética, pela solidariedade já é uma batalha vã. Muita bondade está ficando ingênua, babaca, ridícula. Os resíduos de uma ética só existem para discursos demagógicos e impotentes. Nada impede a predação dos dinheiros públicos, porque o “público” não existe mais. Não há mais um limite para escândalos e crimes. Só nos resta o fraco recurso dos direitos humanos. Mas o que é o “humano” hoje? O “humano” está virando um lugar-comum para uma “bondadezinha” submissa, politicamente correta, uma tarefa inócua para ONGs. Que nos acontecerá? Ou melhor, haverá “acontecimentos” ainda, ou os fatos vão se dissolver no mar morto do futuro? As coisas, que já mandam no mundo, vão acelerar sua tirania. Está sendo criada uma “epi-natureza” onde o homem terá projetos que fugirão sempre de seu controle. Será o tempo da deliciosa “reificação”, quando seremos talvez felizes como “coisas”. Surgiu a era da insolubilidade. Os processos normais, com início, meio e fim, desmoronaram. Com a chegada da desesperança, surge o fatalismo e a irresponsabilidade, pois o mundo é considerado algo irremediável. Haverá o fim da compaixão e as populações miseráveis ou desnecessárias ao mercado serão eliminadas, sob os protestos inaudíveis de humanistas fora de moda. Precisamos de uma forma nova de “transcendência”, abolida pelo consenso tecnocientífico; uma nova liberdade se tornou urgente, a liberdade de “não” ser moderno. O poeta e pensador Paul Valéry escreveu: “A desordem do mundo atual nos habitua intimamente a ela; nós a vivemos, nós a respiramos, nós a criamos e ela acaba por ser uma verdadeira necessidade nossa. Nós encontramos a desordem à nossa volta e dentro de nós mesmos, nos jornais, nos dias e noites, em nossas atitudes, nos prazeres, até em nosso saber.” Somos máquinas desejantes que mudamos de acordo com o tempo e a necessidade. Antes, os psicopatas tocavam num mistério que não queríamos conhecer. Hoje, estamos vendo que essa antiga doença vai ser uma “virtude” que está a caminho. Teremos talvez de ficar como eles para sobreviver. Os psicopatas são o nosso futuro.

ISSO É BRASIL.



Congresso colocou em votação nesta terça-feira 38 vetos presidenciais
Foto: Ailton de Freitas / O Globo

Congresso vota 38 vetos presidenciais, e deve derrubar dois.

Como votação foi em cédulas, resultado só se será divulgado nesta manhã. Alguns podem não ter obtido o quórum para finalizar a votação.

Superávit: votação está marcada para esta quarta, mas depende de resultado da votação dos vetos.

Votação do projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 e muda a meta fiscal deste ano pode ficar inviabilizada.

ECONOMIA

Ministros da área econômica tomam posse nos próximos dias.

Nomes de Joaquim Levy e Nelson Barbosa devem ser confirmados oficialmente até sexta-feira.

Joaquim Levy, em evento na China em 2010
Foto: Thomas Lee / Bloomberg News

Aécio: Levy na Fazenda é o mesmo que pôr um quadro da CIA na KGB

Tucano repete frase de Armínio Fraga, que coordenou programa do PSDB na campanha.

Governo e sindicatos discutem jornada e salário menores

Proposta de centrais sindicais busca manter empregos em momentos de crise econômica. Sindicatos estão preocupados com a indústria.


25/11/2014

POR JOSÉ CASADO. O GLOBO

A propina da propina

De um lado do balcão, a cúpula da Camargo Corrêa corrompia funcionários e políticos para garantir contratos com a Petrobras. Do outro lado, embolsava parte do suborno

Arquejava ao telefone, na manhã daquela segunda-feira 21 de outubro do ano passado, convalescente de uma cirurgia cardíaca.
— Cara, ele acha que foi prejudicado, entendendo? — gritou. — O tanto de dinheiro que nós demo pra esse cara... E ele tem coragem de falá que foi prejudicado...
Escutou o murmúrio condescendente do parceiro. E continuou, martirizando o idioma:
— Vê quanto ele levô. Vê quanto o comparsa dele levô. Vê quanto o Paulo Roberto levô (...) E vem falá pra mim que prejudicado?
A gravação do telefonema, por mandado judicial, foi apresentada no tribunal em outra segunda-feira, 10 de novembro, duas semanas atrás.
— Era o senhor mesmo? — perguntou o juiz.
— Era — confirmou Alberto Youssef, réu confesso na distribuição de propinas a políticos. O dinheiro tinha origem em contratos superfaturados de empreiteiras com a Petrobras. — A Camargo Corrêa me devia R$ 2 milhões, que o vice-presidente e o presidente pediu que eu adiantasse a agentes políticos e a Paulo Roberto (Costa, ex-diretor da Petrobras).
A Camargo Corrêa obteve o maior contrato na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O projeto, cotado a R$ 5 bilhões no início, já custa mais de R$ 40 bilhões, depois de centena e meia de aditivos de preço. O superfaturamento chegou a 43% em alguns itens.
Dalton Avancini, presidente da empreiteira, e José Ricardo Auler, do Conselho de Administração, são acusados de subornos e fraudes em contratos com a Petrobras. Pagaram R$ 3 milhões a Paulo Roberto Costa, no ano passado. Era dívida de propina, confessou o ex-diretor da estatal.
O juiz seguiu com Youssef sobre o telefonema:
— De quem que o senhor está falando aí?
— Eu estou falando do Eduardo Leite (vice-presidente da Camargo Corrêa). — Era por conta das vendas de tubo pra Camargo. Ele também recebia parte do comissionamento. Tanto ele quanto o diretor Paulo Augusto (Santos da Silva, diretor de Óleo e Gás do grupo).
— Recebiam parte? — surpreendeu-se o juiz.
— Do comissionamento da vendas da Sanko.
Sanko Sider vendia tubos à Camargo Corrêa, superfaturados, para ocultar o pagamento de propina (1% de cada contrato da Camargo com a Petrobras). A empreiteira pagava. A Sanko Sider repassava o dinheiro do suborno a Youssef, que distribuía a funcionários e políticos.
— Eles também recebiam um percentual? — insistiu o juiz, incrédulo.
— Também recebiam.
— E quem fazia esse pagamento?
— Eu fazia. Em dinheiro vivo. Paulo Roberto ganhava, Paulo Augusto ganhava, Eduardo Leite ganhava e eu ganhava...
Já foram identificados também depósitos milionários da Sanko Sider nas contas de empresas familiares do vice-presidente (Leite) e do diretor (Silva) da Camargo Corrêa.
Erguido há 76 anos pelo lendário Sebastião Camargo, que exibia na parede de casa as cabeças empalhadas das suas vítimas em caçadas, o grupo terminou 2013 com R$ 26 bilhões em receita líquida e uma inovação dos principais executivos: o “caixa 3” institucionalizado. De um lado do balcão, a cúpula da Camargo Corrêa corrompia funcionários e políticos para garantir contratos. Do outro lado, embolsava parte do suborno. Era a propina da propina.

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 25 DE NOVEMBRO DE 2014
    A criação do Partido Liberal (PL), pelo ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab (que é controlador do PSD), pode concretizar o sonho do ex-presidente Lula “de extirpar o DEM da política brasileira”. Nascido do antigo PFL, o DEM  perdeu 19 deputados para o PSD de Kassab em 2011, e agora caminha para virar “nanico”. Até ACM Neto, prefeito de Salvador, uma das principais estrelas do DEM, cogita se filiar ao PL, em busca de melhores condições para tentar a reeleição, em 2016.
  • Como o DEM encolhe a cada eleição, ACM Neto teme comprometer seu projeto de disputar o governo da Bahia em 2018.
  • O DEM caiu de 28 a 22 deputados federais, após eleições de 2014. E chegou a negociar uma fusão para evitar a extinção, mas não vingou.
  • Doidos por um lugar ao sol, perto do governo (e dos cargos!), o Partido Liberal foi batizado por deputados opositores de “porta da esperança”.
  • Há exatos 60 anos o PSD original lançava a candidatura de Juscelino Kubitscheck, que faria História como presidente da República.
  • Na decisão de prender empreiteiros e bloquear bens, o juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e responsável pela Operação Lava Jato, ao discorrer sobre foro privilegiado, explicou que políticos e autoridades serão objeto de outros processos. Por terem subornado agentes públicos protegidos por privilégio de foro, chefões de empreiteiras pretendiam benefício idêntico.
  • Para Sergio Moro, a natureza nacional e transnacional do cartel de empreiteiras e doleiros reforça a ação da Justiça Federal nesse caso.
  • Somente políticos e autoridades citados em delações premiadas serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal, não os empreiteiros.
  • O juiz federal Sérgio Moro congelou quase R$ 90 milhões nas contas dos empreiteiros enrolados no escândalo do Petrolão. E tem mais.
  • Após o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco confessar na Lava Jato haver recebido propina de US$ 22 milhões da SBM, essa empresa holandesa fechou contrato de 20 anos para explorar pré-sal em Santos.
  • Além do rombo estratosférico do Petrolão no dinheiro público, a Lava Jato revelou também a inutilidade da Controladoria-Geral da União e da Agência Brasileira de Inteligência – líder em cartão corporativo secreto.
  • Sobrinho de Adarico Negromonte, que se entregou ontem à Polícia Federal, o deputado estadual de primeiro mandato Mário Negromonte Jr (PP) foi o segundo mais bem votado para deputado federal na Bahia.
  • Cotado no PT para o comando das Comunicações, o ministro Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) acompanhou de pé, do começo ao fim, o show espetacular de Paul McCartney em Brasília, no domingo.
  • Candidato à Presidência da Câmara em 2015, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) planeja alcançar a meta de 16 jantares com deputados até o fim de ano. Depois, deve se internar num “spa” para tentar perder peso, claro.
  • Depois de descer a lenha na indicação de Kátia Abreu (PMDB-TO) ao Ministério da Agricultura, ambientalistas estão na expectativa de quem assumirá o Meio Ambiente. O senador Jorge Viana (PT-AC) é cotado.
  • Diplomatas se preocupam sem motivo: Roberto Requião (PR) não será bancado pelo PMDB, seu partido, para chefiar a Comissão de Relações Exteriores do Senado. A menos que Dilma quisesse, e ela não quer.
  • O Exército paga, sem impostos, R$ 96 a caixa de munição 9x19mm à Cia Brasileira de Cartuchos, que detém o monopólio e exporta aos EUA caixa de 50 balas por US$ 8 (R$ 20). Com tal vento a favor, a CBC comprou a Eliet & Bellot e pagou US$50 milhões cashpela Taurus.
  • …ter “relações institucionais” com Paulo Roberto Costa, como alegou o  senador petista Humberto Costa, é introdução ao clássico “não sabia”.

DIRETO AO PONTO - AUGUSTO NUNES

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Se fosse um país e calculasse o PIB pelo tamanho da roubalheira, a Petrobras não faria feio no ranking mundial do FMI.

Lula passou oito anos (e Dilma quase quatro) gabando-se das proezas da Petrobras. Nunca antes neste país houve empresa tão exemplarmente eficaz, recitou a dupla desde 2003. A autossuficiência na extração de petróleo garantiu a carteirinha de sócio da OPEP. A descoberta do pré-sal ─ uma dádiva de Deus, segundo o ex-presidente ─ permitiria enfeitar o Brasil Maravilha com deslumbramentos adicionais que matariam de inveja os imperialistas ianques e os comunistas de araque da China. Para a estatal que valia R$ 380 bilhões em 2010, o céu era o limite.
A ladroagem colossal desmoralizou a tapeação. Hoje avaliada em R$ 181 bilhões, a companhia devastada pela corrupção e pela incompetência foi expulsa da discurseira delirante de Lula e do palavrório ininteligível de Dilma. Mas a fábrica de espantos não interrompeu a produção, avisa a façanha recente: se a Petrobras fosse um país, e calculasse o Produto Interno Bruto com base no produto do roubo, não faria feio no ranking do Fundo Monetário Internacional que rastreia a situação econômica de 187 nações.
Segundo a Polícia Federal, as fortunas engolidas pelo maior esquema de corrupção de todos os tempos somam US$ 10 bilhões de dólares. Como atesta o quadro abaixo, o resultado do saque sem precedentes supera o PIB de 52 países. Nunca antes neste planeta uma quadrilha apadrinhada pelo governo roubou tanto. O recorde não será batido tão cedo. Já teria sido celebrado por Lula em  muitos comícios se a Polícia Federal não estivesse por perto.
teste 1PETROLÃO VALE ESTE