23/07/2014

O MASCATE.

QUADRILHA UNIDA PERMANECE UNIDA.

RESPONDENDO

ATÉ TU! BORIS


O telhado de Boris Casoy.

Guerra na Justiça
Guerra na Justiça
Boris Casoy anda numa guerra judicial com a loja Salão de Noivas, especializada em roupas de casamento. A batalha acabar de bater a porta dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os donos do estabelecimento alugaram um imóvel de Boris Casoy em São Paulo. O contrato, assinado em 2007, vale por 54 meses. O problema começou por cima, no telhado.
Pelo acordo, os locatários se comprometiam a fazer uma obra no imóvel, quando descobriram uma infiltração no telhado.
Os donos do Salão da Noiva e Boris Casoy não conseguem chegar a um acordo definitivo sobre quem assumirá o conserto e o valor da benfeitoria.
Os locatários acusam Casoy nunca ter executado a obra que se comprometeu a fazer no passado. Sem conseguir abrir as portas da loja, os donos pedem indenização de 1,3 milhão de reais.
Numa das petições, os advogados do Salão de Noiva provocam, usando o jargão do adversário:
- É uma vergonha o réu, pessoa esclarecida, jornalista conceituado, com muitos anos de profissão, deixar o imóvel em estado catastrófico, enrolar dia após dia a empresa autora.
A defesa de Casoy contra-argumenta que o cliente concedeu um desconto no aluguel superior ao valor do conserto e que tentou entregar as telhas diversas vezes, mas teria sido enrolado pelos donos do Salão da Noiva.
Até agora, a Justiça não concordou com o montante pedido pelos locatários.
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão do juiz de primeira instância, que autorizou o Salão da Noiva a reparar o telhado, obrigando Boris Casoy a desembolsar indenização de 48 000 reais.
O Salão de Noiva considera o valor baixo e acaba de recorrer ao STJ. Passado o recesso do judiciário, os ministros decidirão se o tema é da alçada do tribunal.
LAURO JARDIM

ESSE É O BRASIL DOS PTRALHAS - TÍTULO MEU

Protesto no Rio defende que ativistas foragidos não se entreguem.

Alessandro Lo-Bianco, O Globo
Um grupo com cerca de 400 manifestantes, segundo a Polícia Militar, fez um ato no Centro do Rio de Janeiro, ontem, em defesa de ativistas presos. Após protestarem em frente ao Tribunal de Justiça do Rio durante à tarde, e seguirem em passeata pelas ruas da região, eles ocuparam a escadaria da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia.
Na praça, os manifestantes pediam, pelo microfone, que os 18 ativistas foragidos não se entreguem. O grupo e outras cinco pessoas - que já estão no Complexo de Gericinó, em Bangu - tiveram a prisão decretada pela Justiça na sexta.


Manifestantes ocupam a escadaria da Câmara de Vereadores, na Cinelândia.

PIZZA DE MARMELADA JÁ ENTROU NO FORNO


Relator isenta Dilma no caso da compra da refinaria de Pasadena.

Estadão
A presidente Dilma Rousseff e os demais integrantes do Conselho de Administração da Petrobras em 2006, ano da compra da primeira metade da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, devem se livrar da responsabilidade pelos prejuízos e eventuais irregularidades relacionados ao negócio.
O Tribunal de Contas da União (TCU) incluiu na pauta desta quarta-feira a votação do relatório do ministro José Jorge sobre a compra da refinaria pela Petrobras.

FRASE DO DIA

Campanha começa como nossos adversários gostam, com mentiras e ataques à honra do adversário, uma praxe no PT.
Senador Aécio Neves, candidato do PSDB a presidente da República.

BANCANDO QUADRILHA COM DINHEIRO DE FILIADOS - TÍTULO MEU

Sindicato dos Petroleiros do Rio diz que ajuda a ativistas é prática normal.
 Já o Sindicato dos Professores nega apoiar atos de violência e danos ao patrimônio em protestos.
 POR O GLOBO.
 O Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro) confirmou, nesta terça-feira, em nota, que a entidade de fato, forneceu quentinhas, água e transporte para manifestantes. O Sindipetro, porém, afirma que é uma prática normal do sindicato e que se insurgir contra esse apoio seria uma forma de criminalizar os movimentos sociais, que participam de “protestos legítimos". Como O GLOBO revelou nesta terça-feira, a investigação da Polícia Civil, sobre a participação de manifestantes em atos de vandalismo, revelou indícios de envolvimento de sindicatos no financiamento das manifestações. As evidências foram levantadas a partir do monitoramento, autorizado pela Justiça, de telefonemas e e-mails, além de depoimentos ouvidos no inquérito da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), que resultou na Operação Fire Wall. O Sindipetro é um dos citados nas investigações, ao lado do Sindicato dos Professores (Sepe) e do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindisprev/RJ). Segundo a nota, assinada pelo secretário-geral, Emanuel Cancella, o Sindipetro “sempre trabalhou respeitando a Constituição e as demais leis brasileiras" e tem um histórico de participar de campanhas, como a luta contra a ditadura e pelas Diretas Já. “Por isso, fazemos questão de esclarecer que fornecemos, a pedido dos manifestantes, quentinhas, água e também transporte para o protesto contra o leilão de Libra e outras manifestações, como os atos contra a privatização do Maracanã, em defesa da Aldeia Maracanã, contra a demolição da Escola Municipal Friedenreich, do Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare”, diz um trecho da nota. DEFESA DA ‘LIVRE ORGANIZAÇÃO’ O Sepe também se manifestou, por nota, negando que a entidade apoie atos de violência nos protestos, incluindo a depredação do patrimônio público ou privado. Na nota, a entidade afirma desconhecer a investigação: “O sindicato não foi comunicado pelas autoridades de segurança sobre qualquer inquérito envolvendo a instituição. O SEPE/RJ esclarece que a pauta de lutas e mobilização dos profissionais de educação das escolas estaduais e municipais é pública, já que ela é montada a partir das assembleias de profissionais de educação. Não existe qualquer deliberação das nossas assembleias — que são os nossos fóruns máximos decisão — sobre apoio do sindicato a atos violentos e de dilapidação do patrimônio público ou privado. Defendemos a democracia, liberdade de expressão e livre organização” diz a nota. Na noite desta terça-feira, o GLOBO não conseguiu contato por telefone com o Sindisprevi/RJ.

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 23 DE JULHO DE 2014
    Cobrado pelo Planalto para intensificar as propagandas institucionais e de utilidade pública antes do período eleitoral, o Ministério das Cidades acumulou dívida de cerca de R$30 milhões com veículos de comunicação só no primeiro semestre deste ano. Donos de rádios e jornais locais já estão batendo na porta do ministério e ameaçando entrar com processo na Justiça contra o governo federal para receber o valor devido.
  • De olho em faturar votos, a presidenta Dilma gastou no primeiro bimestre 27% a mais em publicidade do que no mesmo período do ano passado.
  • Segundo a ONG Contas Abertas, o Ministério das Cidades é o campeão de gastos publicitários: foram R$ 31 milhões só em janeiro e fevereiro.
  • A previsão de gastos do governo para este ano foi calculada em R$ 863,4 milhões, excluindo as estatais. Só não se sabe de onde sairá o dinheiro.
  • A assessoria do Ministério das Cidades se resumiu a informar que “os processos de pagamento estão ocorrendo dentro do cronograma”.
  • O Ministério da Saúde, ainda sob comando de Alexandre Padilha (PT), publicou em janeiro de 2014 o Protocolo de Diretrizes de Tratamento de Hipertensão Pulmonar para tentar justificar, às pressas, a parceria de R$ 134,4 milhões com Labogen para produção de comprimidos de sildenafil, princípio ativo do Viagra. Engavetada há dez anos, a portaria força médicos a prescreverem a droga a pacientes com hipertensão pulmonar.
  • Estudo científico da Associação Médica Brasileira revela que componente do Viagra não é a primeira escolha para tratar da hipertensão pulmonar.
  • Firmado dois meses antes da portaria, o contrato foi suspenso após a PF revelar que Labogen é uma empresa fachada do doleiro Alberto Youssef.
  • Pelas denúncias, a Labogen repassaria a produção a outra empresa por R$ 40 milhões e embolsaria o restante do valor: quase R$ 100 milhões.
  • Uma licitação, nesta quarta, tem tudo para acabar em CPI. A empresa de eventos “GV2”, que tem os maiores contratos do governo federal, deve ganhar a conta do Ministério da Educação. O valor de R$ 70 milhões é só para despistar: o contrato pode chegar a R$ 350 milhões.
  • Aspirante ao Planalto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) declarou à Justiça Eleitoral possuir 50% de um imóvel rural no valor de R$ 87mil no município de Cláudio, onde foi levantado aeroporto na fazenda de seu tio.
  • Diante das denúncias de aeroporto construído com dinheiro público na fazenda do tio-avô do presidenciável Aécio Neves (PSDB), políticos de Minas garantem que o “calvário do garoto do Rio” está só começando.
  • A população anda tão descrente com o cenário político atual que o Partido Novo nem existe – deve pedir seu registro junto ao TSE hoje – mas já possui mais seguidores em redes sociais que PT e PSDB juntos.
  • Após reassumir o comando nacional do PMDB, Michel Temer disse ao vice Valdir Raupp (RO) na segunda (21) que está dedicando tempo para costurar o palanque de Paulo Skaf (PMDB-SP) para presidenta Dilma.
  • A ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, não apoiará o candidato do PT a governador, Camilo Santana. Ela acertou com senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) um comitê para apoiá-lo ao governo e Dilma para presidente.
  • À espera da aposentadoria, o presidente Joaquim Barbosa (STF) contou, durante noite de autógrafos do livro ‘Nós somos a História’, segunda (21), no Rio, que acompanhava o Fluminense na época da Máquina Tricolor.
  • De olho em suceder Henrique Alves (RN) no comando da Câmara, o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), tem prometido tentar conseguir doações de empresas para campanha à reeleição de correligionários da bancada.
  • … reconduzido ao comando da Seleção ontem, Carlos Caetano Bledorn Verri está muito mais para Zangado do que para Dunga.

22/07/2014

NOTÍCIA


Lula finge não se preocupar com o segundo turno, que significa uma nova eleição.


Deu na Folha
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não teme a realização de um segundo turno nas eleições presidenciais, mas evitou comentar o possível empate técnico, identificado na última pesquisa Datafolha, entre a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e o tucano Aécio Neves.
“O jogo está começando agora. Eu nunca tive problema com o segundo turno”, afirmou. Lula participou do 8º Congresso da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), na Praia Grande, Baixada Santista (SP). Segundo Lula, o segundo turno “é a possibilidade de se construir a coalizão de um mandato inteiro”.
“Eu fui para o segundo turno em todas as eleições que eu disputei e nunca vi nenhum problema. Eu acho que é um momento importante da política brasileira porque você constrói aliança antes de chegar ao governo”, afirmou, após almoçar com prefeitos da Baixada Santista.
CONFIANÇA EM DILMA
De acordo com o ex-presidente, “o mais importante” é manter a confiança na reeleição de Dilma. “Tenho clareza de que a presidente Dilma tem condições de ganhar as eleições e de continuar governando o Brasil. Se for no primeiro turno, ótimo. Se tiver segundo turno, ótimo.”
Questionado sobre a alta rejeição da presidente Dilma no Estado – segundo o Datafolha é de 47% -, Lula afirmou que “rejeição existe para a gente desconstituí-la”. “Não vejo problema em rejeição. Ela existe para ser superada”, disse. “Se você pegar o histórico, você vai perceber que tinha um momento que tinha muita rejeição e teve momento que tinha menos rejeição”, completou.
Segundo ele, com o início da campanha, Dilma vai começar a utilizar os meios de comunicação para “tentar mostrar as coisas corretas que fez no governo”. “Quem está no governo, como a Dilma, vai mostrar aquilo que fez e vai pedir um voto de confiança às pessoas para mostrar o que vai fazer. Quem está na oposição vai sempre fazer promessas”, disse. “É assim e vai ser sempre assim as campanhas no Brasil inteiro”.
NÃO LI O KOTSCHO
Lula minimizou o possível isolamento da presidente no Estado. “Não se a Dilma está isolada. A Dilma está o com o apoio dos partidos político que sempre apoiaram a mim e a ela.” O ex-presidente disse ainda que não leu as informações publicadas pelo jornalista Ricardo Kotscho, seu ex-porta-voz, que disse que a presidente está “cada vez mais sozinha na estrada, com a campanha à reeleição mostrando rachaduras no governo, no partido e na base aliada”. “Não li o Kotscho”, afirmou.
Sobre o possível divergências na cúpula do partido, Lula afirmou ainda que não há nenhum problema relacionado Franklin Martins, responsável pela área digital da campanha de Dilma. “Acho que seria um absurdo imaginar que a campanha iria preterir a pessoa com capacidade de análise política do Franklin. Se ele não existisse, seria necessário criá-lo”, afirmou.

A VOLTA DA ERA DUNGA

PROPAGANDA ELEITORAL DO PT

SEF* AÍ, NEGADA



O sujeito propõe a liberação da maconha sob controle do Estado como forma de combater seu tráfico ilegal. Declara que ele mesmo não fuma e deixa claro que o objetivo da ação é tentar diminuir o uso e restringi-lo.
Mas os cérebros de x-larica com purê só captam duas palavras: liberação e maconha. Pronto, foi o que bastou para José Pepe Mujica virar o herói de tudo que é maconheiro, maluco beleza, revoluça e frequentador de Santa Teresa em geral.
Gente que até ontem achava que Punta del Este ficava na Ilha de Caras e que "oriental" era o dono da pastelaria (e não o gentílico adotado pelos cidadãos da República Oriental del Uruguay) resolveu virar fã de carteirinha do simpático e lindo país ao sul do Brasil.
Sempre disse que essa esquerda Disneylândia admira o Mujica por todos os motivos errados possíveis, mas eles sempre podem surpreender um pouco mais.
Com ordem de prisão preventiva decretada, uma advogada de black blocs, junto com um rapazinho que foi pego numa escuta telefônica se vangloriando por ter acertado um coquetel molotov num soldado da tropa de choque, entraram no consulado do Uruguai e pediram asilo político. Como se fossem cubanos ou venezuelanos, foram pedir ajuda ao corpo diplomático de outro país para fugir da perseguição que sofrem no Brasil, país com uma suprema corte funcionando (e maioria indicada pelo esquerdista PT), Congresso aberto, eleições regulares (período eleitoral comendo solto), enfim, nada parecido com uma ilha caribenha onde o poder passa de um irmão para o outro e opositores são atirados em masmorras.
Tudo bem que se dependesse do PT (ou do PSOL, partido queridinho dos black blocs) isso aqui já seria um cruzamento de Cuba com Kim Jong Il, mas ainda não é.
Dizia a advogada num dos dois vídeos divulgados na internet a partir do consulado que o presidente Mujica vai ajudar porque ele também foi um preso político. A intenção era clara: transformar a representação diplomática uruguaia no Rio de Janeiro numa espécie de palanque com imunidade, mais ou menos como Julian Assange faz com a embaixada do Equador na Inglaterra.
O circo na porta inclusive já estava armado, com militantes carregando cartazes, "advogados ativistas" dando entrevistas e a onipresente Mídia Ninja garantindo a transmissão pela internet.
Deram com os burros n'água. A cônsul do país avisou que o asilo não seria concedido e que eles deveriam deixar o consulado, não podendo nem mesmo passar a noite ali. Todos os "ativistas" (termo parecido com celebridade-DJ e ex-BBB, ou seja, que quer dizer que o sujeito não faz porra nenhuma) saíram do local no carro oficial da deputada Janira Rocha (aquela acusada de embolsar um pedaço dos salários dos seus assessores).
O resumo da ópera é: só porque o país "liberou a maconha" tudo que é lóki agora acha que vai fazer merda e pedir penico pro Uruguai.
Sorte que o governo uruguaio parece que ainda não começou a fazer uso do produto que o tornou popular nas "federais" do Brasil.

RECEBIDO POR E-MAIL

Blog de Mírian Macedo blogdemirianmacedo.blogspot.com
 A verdade:
 Eu menti.
 Mirian Macedo Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade. Fui uma subversivazinha medíocre, mal fui aliciada e já caí, com as mãos cheias de material comprometedor. Não tive nem o cuidado de esconder os jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no meio dos livros de uma estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973. Já contei o que eu fazia (quase nada). A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS! Repeti e escrevi a mentira de que tinha tomado choques elétricos (poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu ficava ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por pouquíssimos segundos: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado). Eu menti dizendo que meus algozes diversas vezes se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse. Quanto aos empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência nem chegaram a machucar nada mais que um gesto irritado de um dos inquisidores, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto". Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos podem ser consideradas tortura inumana se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI. Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido barbaramente torturados falávamos a verdade? Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das barbaridades e torturas eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos barbaramente torturados e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica do torturadores. Não, técnica de torturado, ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre." A pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso. Como assim, todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons. Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saímos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tínha-nos ensinado o que fazer. E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e amarelões que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho. Quando um dia perguntaram-me se eu queria conhecer a marieta, pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que marieta era uma corruptela de maritaca, nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de verdade sufocada"? Vou conferir. A autora é Jornalista. Publicado no blog da autora Frutos dessa corja hoje "governam" o País. Mentir é com eles mesmo. Haja vista as caras de pau ao afirmarem "não vi", "não sabia", "é coisa de aloprados", etc., etc.

A DESCOBRIDORA DOS 7 MARES

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A espetacular descoberta de Dilma: o míssil foi disparado pelo governo da Ucrânia para derrubar o avião do companheiro Putin.

Como a autora não a desmentiu, a tese continua valendo manchete de primeira página ─ e à espera de detetives preparados para averiguar se tem fundamento ou não. Se tiver, o caso sofrerá reviravoltas que poderão levar a descobertas ainda mais espetaculares. (Uma dupla de enviados especiais a Donetsk talvez descubra, por exemplo, que o míssil decolou de um aeroporto clandestino construído nas terras de um tio ucraniano de Aécio Neves, expropriadas pelo governo mineiro). Se tudo não passou de outra maluquice do neurônio solitário, os eleitores terão um motivo a mais para negar à presidente um segundo mandato.
Pelo que anda acontecendo por lá, falta pouco. Mas o Palácio do Planalto ainda não virou hospício.

  

SEM ASILO

Uruguai nega asilo a advogada ligada a black blocs.

Daniel Haidar, Veja
O pedido de asilo político feito ao Uruguai pela advogada Eloisa Samy, acusada de ter ligação com black blocs, foi negado ontem à noite, segundo a assessoria da deputada estadual Janira Rocha (Psol), que acompanhou a advogada e outros dois foragidos no Consulado do Uruguai no Rio de Janeiro.
Os advogados Rodrigo Mondego e Rogério Borba, que auxiliavam Eloisa Samy no pedido, já haviam admitido que a solicitação dificilmente serria atendida. Ontem, eles visitaram Eloisa, de 45 anos, no prédio do consulado uruguaio no Rio.


Manifestantes protestam na entrada do Consulado do Uruguai no Rio de Janeiro.

SININHO OU SEM NINHO? REVOLUCIONÁRIA OU CHEFE DE QUADRILHA? TÍTULO MEU

Elisa Quadros, a ‘Sininho’ revolucionária.

El País
Elisa Quadros Sanzi, a polêmica ativista conhecida como Sininho (em alusão à personagem de Peter Pan), nasceu há 28 anos em Porto Alegre, numa família remediada – pai bancário e mãe psicóloga. Recebeu uma boa formação em escolas privadas e sempre viveu em bairros de classe média e alta.
Desde a adolescência, aprofundou sua militância no movimento estudantil, até assumir, no ano passado, uma espécie de liderança dos coletivos de protesto que não dão trégua nas ruas do Rio de Janeiro desde junho de 2013. Sininho estudou Cinema na universidade carioca Estácio do Sá e posteriormente trabalhou em algumas produtoras da cidade.


Elisa Quadros, a ativista 'Sininho'. Foto: Agência Brasil

INELEGÍVEL

Procuradoria pede inelegibilidade de Anthony Garotinho.

O Globo
A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (PRE-RJ) propôs ao Tribunal Regional Eleitoral uma ação de investigação por abuso de poder econômico e pediu tanto a inelegibilidade quanto a cassação do mandato do deputado Anthony Garotinho (PR), candidato ao governo.
Para a equipe de Garotinho, a ação é “temerária e de má-fé”, pois os atos descritos nela foram praticados antes de Garotinho virar candidato. Segundo a Procuradoria, no primeiro semestre deste ano, Garotinho realizou eventos das chamadas “Caravanas da Paz” em diversos municípios do estado, com a contratação de artistas e distribuição de brindes, o que configura “showmício”.


Garotinho: PR pediu cassação de registro do candidato. Foto: Pablo Jacob / O Globo