20/10/2014

DIRETO AO PONTO - AUGUSTO NUNES


Algumas contribuições oferecidas pela seita petista (entre 1984 e 2009) ao capítulo brasileiro da história universal da infâmia.

Em novembro de 1984, por não enxergar diferenças entre Paulo Maluf e Tancredo Neves, o Partido dos Trabalhadores optou pela abstenção no Colégio Eleitoral que escolheria o primeiro presidente civil depois do ciclo dos generais. Em janeiro de 1985, por entenderem que não se tratava de um confronto entre iguais, três parlamentares do PT ─ Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes ─ votaram em Tancredo. Foram expulsos pela direção.

OPINIÃO

 

Oliver: ‘O ódio à discordância e o ócio da ignorância’.

VLADY OLIVER
Quando um “cineasta” se dispõe a gastar quinze minutos do tempo dele – e do meu – para dizer por que vota na Dilmona rombuda, eu fico pensando que o pobre diabo não sabe fazer o seu ofício. O mundo hoje não é aquela foto trôpega de Cuba, meus caros. É rapidez e consistência. E é engraçado como o sujeito forma um tipo. Ele sozinho é um exército. Vomita suas teses rampeiras brandindo que são os eleitores da oposição que o procuram para achincalhá-lo, como se isso não fosse o mote da petralharia mais tacanha.

OPINIÃO.

 

‘Tô reclamando do quê?’, por Oswaldo D. Castro Jr.

OSWALDO D. CASTRO JR
Sou sócio e diretor de uma empresa de transportes e serviços logísticos, em atividade há 20 anos, que emprega mais de 500 funcionários (todos de acordo com a CLT, sem artifícios). Em 2013, a empresa faturou mais de R$ 120 milhões. No mesmo período, “contribuiu” (bonita palavra) com exatos R$ 14.979.773,03 em impostos e tributos diretos. A quantia seria triplicada se considerasse toda a cadeia de impostos indiretos, taxas e contribuições. Detalhe: sou pequeno demais para ser amigo do rei (ou do BNDES) e grande demais para receber as (justas) benesses reservadas aos súditos.

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 20 DE OUTUBRO DE 2014
    O ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral (PMDB) firmou reputação de truculência no exercício do poder, perseguindo e até usando forças policiais contra os críticos, e sua gestão é marcada por escândalos. Mas, segundo fontes ligadas à investigação, ao menos por enquanto, as referências a ele, nos depoimentos sob delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, não o incriminam.
  • Cabral figurou na primeira lista de citados pelos vigaristas presos. Mas não era referência direta a ele, e sim a membros do seu governo.
  • As citações mais contundentes contra políticos do Rio, na delação premiada, atingem o atual governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).
  • Em sua defesa, Sérgio Cabral alegou apenas que Paulo Roberto já era diretor quando ele virou governador. Ninguém entendeu a relação.
  • Diretor de Abastecimento da Petrobras, que substituiu Paulo Roberto em 2012, José Carlos Cosenza depõe quarta (22) na CPI do Petrolão.
  • O governo Dilma “abortou” o projeto, revelado nesta coluna, de nomear não concursados em cargos DAS (de comissão) no Ministério das Relações Exteriores, e desistiu da ordem a embaixadas e consulados, por Circular Telegráfica, para contratar membros da Defensoria Pública da União, sabe-se lá para quê. “Aparelhar” o Itamaraty, inchando-o de militantes, é velha ambição do PT, por isso o projeto foi apenas adiado.
  • O PT e Dilma há muito tentam ocupar com indicações políticas cargos reservados a funcionários de carreira. Queriam criar até ‘vice-cônsules’.
  • A ordem para embaixadas e consulados (todos com graves problemas financeiros) contratar não diplomatas causou revolta mundo afora.
  • Dilma diz detestar diplomatas e os submete à pindaíba. Há chefes de postos pagando do próprio bolso contas de luz e água das embaixadas.
  • Lula acha que o afastamento dele da campanha é coisa do marqueteiro João Santana, que teria convencido Dilma ser possível vencer sem recorrer à “bengala” do criador. Mas não contava com Aécio no 2º turno.
  • Pesquisas mostram que os ataques do ministro Gilberto Carvalho à memória de Eduardo Campos, em sua última visita a Pernambuco, ofenderam a família, aliados e… eleitores. Dilma descobrirá no dia 26.
  • Ao defender a renúncia de Michel Temer da presidência do PMDB, em caso de vitória de Aécio na Presidência, o líder da bancada, Eduardo Cunha (RJ), tenta se credenciar como interlocutor junto aos tucanos.
  • No Amapá, o governo de Camilo Capiberibe (PSB) é tão ruim que seu adversário Waldez Góes (PDT), que até já foi preso pela Polícia Federal, lidera com folga as intenções de voto no 2º turno: 58% x 30%.
  • Em Minas, a campanha de Dilma pretende explorar a “denúncia” de que uma rádio da família de Aécio Neves (PSDB) tem carros caros, como Land Rover. Faltou dizer que a emissora é uma empresa privada.
  • Dilma Rousseff marcou um de seus últimos atos de campanha para quinta-feira (23) na Cinelândia, Rio de Janeiro. O evento contará, claro, com a presença de Lula, o seu criador.
  • O prefeito de Belo Horizonte, Mário Lacerda, foi procurado em cima da hora, para integrar a executiva do PSB, na convenção que o partido realizou segunda-feira passada. Ele achou o fim da picada.
  • A Associação dos Peritos Criminais Federais aprovou indicativo de greve. Eles desconfiam de “métodos pouco republicanos” na edição da Medida Provisória 657/2014.
  • …precisa de marca-passo o “coração valente” de Dilma depois do debate de quinta-feira passada.

19/10/2014

VERGONHOSO

QUE FIGURA PATÉTICA! “ISSO” JÁ FOI PRESIDENTE DO BRASIL. NÃO DÁ PARA ACREDITAR.


LEIAM O POEMA DE ALAMIR LONGO LOGO ABAIXO
É DO MOLUSCO DE PORRE.

Descrição: Descrição: Lula-Homo-corruptus_


Alamir Longo

Quem vê aí nessa imagem
Esse pária em decadência
Vencido pela demência
E tomado de podridão
Nem parece o charlatão
Amante de avião moderno
Enfiado dentro dum terno
Forradinho de mutreta
Que arrepiava até o capeta
Nas profundezas do inferno.

Maior medo desse cabra
É um dia ser investigado
Ter seus podres revirados
Cabo a rabo na sua vida
Com a teta quase perdida
Nem dorme de encagaçado
Caso seja desmamado
Dessa vaquinha tetuda
Será um Deus nos acuda
Com noites longas e frias
Pois vai terminar seus dias
Numa cela da Papuda!


Alamir Longo é poeta e compositor  gaúcho

CAMPANHA

No ponto mais baixo da campanha, Lula comanda show de baixarias em Minas.

Ex-presidente insinua que Aécio bate em mulheres. E credita ao tucano a tática de 'partir para cima agredindo'. Comício teve menção ao uso de drogas

Gabriel Castro, de Belo Horizonte
Luiz Inácio Lula da Silva participa de comício com Fernando Pimentel (PT),governador eleito do estado de Minas Gerais em primeiro turno, na praça Duque de Caxias, Belo Horizonte (MG)
Luiz Inácio Lula da Silva participa de comício com Fernando Pimentel (PT),governador eleito do estado de Minas Gerais em primeiro turno, na praça Duque de Caxias, Belo Horizonte (MG) (Alex Douglas/O Tempo/Folhapress)
Em um comício realizado em Belo Horizonte neste sábado - sem a presença de Dilma Rousseff -, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ultrapassou os limites da inconsequência e comandou um show de baixarias e ofensas desmedidas contra Aécio Neves. Foi o ponto mais baixo da campanha até aqui. E não apenas desta campanha: desde 1989 o Brasil não assistia a um festival de ataques como os que o PT hoje protagoniza em uma campanha. Lula não apenas se utiliza das mesmas armas de que foi alvo na campanha contra Collor, como vai ainda mais longe. No comício, o ex-presidente citou o nome de Aécio muito mais que o de Dilma, que se tornou personagem secundário dos discursos. A ordem era atacar, sem tréguas.

Em um discurso precedido por insultos pessoais ao tucano, Lula disse que Aécio usa violência contra as mulheres, por "experiência de vida", e a tática de "partir para cima agredindo". Ao comentar a estratégia do tucano contra Dilma Rousseff, o ex-presidente insinuou que Aécio costuma bater em mulheres. "A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo", afirmou Lula. O ex-presidente também classificou Aécio de "filhinho de papai" e "vingativo". E o comparou a Fernando Collor. O mesmo Fernando Collor que hoje divide palanques com Dilma, como há uma semana, em Alagoas. Lula ainda voltou a mencionar o episódio em que o adversário deixou de soprar o bafômetro em uma bliz no Rio de Janeiro.

CONFESSOU.

 Dilma admite desvios no esquema de corrupção na Petrobras: ‘Houve, viu?’
Presidente diz que fará 'todo o possível para ressarcir o país' dos prejuízos. 

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  •                              
    Dos 49 políticos envolvidos no escândalo do Petrolão, citados na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, 34 deputados federais foram reeleitos para a Câmara ou eleitos para outros cargos, inclusive de governador. Entre os envolvidos no esquema de recebimento de dinheiro sujo estão políticos de partidos governistas como PT, PP e PMDB, e os oposicionistas PSB e PSDB.
  • Quase todos os políticos enrolados no Petrolão irão responder pelo recebimento de dinheiro sujo para financiar suas campanhas.
  • Investigadores avaliam que Paulo Roberto e Youssef não mentem em seus depoimentos, pela coincidência de nomes, valores e datas.
  • O ex-diretor da Petrobras e o megoleiro Alberto Youssef não mantêm contato, por isso não poderiam combinar seus depoimentos.
  • Em julho, preso, o ex-diretor Paulo Costa pediu à Justiça para arrolar Eduardo Campos e Fernando Bezerra Coelho como testemunhas.
  • Fontes ligadas às investigações da Operação Lava Jato afirmaram, sem citar nomes, que “alguns governadores” eleitos no último dia 5, em primeiro turno, podem não tomar posse em 1º de janeiro, em razão da gravidade do envolvimento deles no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro chefiado pelo megadoleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, presos há sete meses.
  • Há políticos disputando o 2º turno, segundo fontes da investigação, que também podem ser alçadas pela Justiça, no escândalo da Lava Jato.
  • Tira o sono de muita gente a suspeita de que o ministro Teori Zavascki vai liberar, antes do 2º turno, a lista dos políticos enrolados na delação.

  • Ocorrências policiais mostram que carros com adesivos “Fora Dillma” têm sido atacados em Brasília. Quebram faróis, lanternas, retrovisores.
  • 18/10/2014

    PRESSÃO

    O parecer de Celso Arnaldo: ‘Não foi pressão, não’


    Único doutor em dilmês do planeta, o jornalista Celso Arnaldo Araújo enviou à coluna o seguinte parecer sobre a entrevista que não houve porque a entrevistada estava grogue:
    Não foi pressão, não. Ineq, ineqüi, inhoqui, sem sombra de dúvidas foi um insulto típico do dilmês ─ ataque apoplético caracterizado por insuficiência sintática, derrame semântico e Lesão de Esforço Repetitivo (LER) na articulação da fala.
    Na verdade, a presidenta que não sabe recitar “batatinha quando nasce” é uma fingidora. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a vergonha que deveras sente.

    AUGUSTO NUNES


    Pressionada por Aécio no debate do SBT, a presidente que se gabou de resistir a pressões 24 horas por dia perde o rumo no meio da entrevista e culpa a pressão.




    Na noite de 11 de setembro, sentada no banco de trás do carro que seguia para o hotel no Rio, a repórter da Folha que acompanhava Marina Silva perguntou à candidata o que achara dos ataques que Lula lhe fizera na véspera. Marina, segundo a jornalista, teve de conter o choro enquanto murmurava, com voz embargada, que não pretendia revidar às agressões verbais. A reação naturalíssima não valia mais que uma nota no pé da página, mas foi noticiada com destaque. E Dilma Rousseff, instruída pelo marqueteiro João Santana, tentou transformar o choro que ninguém viu na prova definitiva de que Marina não estava preparada para governar o país.
    “Presidente da República sofre pressão 24 horas por dia”, caprichou no dilmês castiço. “Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, se não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República”. Nesta quinta-feira, já no começo da entrevista concedida a uma repórter do SBT depois do debate com Aécio Neves, Dilma empacou no meio da palavra inequívoco: “Ineq,.. inequ… inequi…”, rateou o neurônio solitário.  ”Eu não tô… muito… ” Talvez por falta de familiaridade com falatórios em dilmês, a repórter achou que a presidente estava se sentindo mal. “A pressão caiu”, agarrou-se a entrevistada à boia que caiu do céu.
    Um copo de água com açúcar e alguns minutos numa cadeira bastaram para que tentasse retomar a discurseira inintelível. “Eu tive uma queda de pressão. Acredito que… é óbvio que um debate… ele é sempre … exige muito da gente”. gaguejou. A repórter explicou que, antes da pausa estranhíssima, dissera o suficiente para esgotar o tempo da entrevista. A carranca, o olhar colérico e as palavras rosnadas para a jornalista confirmaram que Dilma estava de volta à normalidade anormal.
    Pressionada por Aécio Neves durante o debate que durou 100 minutos, a mulher que se gabou de resistir a 24 horas de pressões por dia confessou que ficou desorientada por causa da pressão. Segundo o parecer que emitiu para desqualificar Marina Silva, a candidata a um segundo mandato não tem preparo para ser presidente.

    LULARÁPIO - TÍTULO MEU

    Reynaldo-BH: O ex-presidente que consome bebidas alcoólicas em quantidades industriais acusa o adversário de beber.


    Em maio de 2004, The New York Times publicou o perfil de Lula escrito por Larry Rohter, correspondente no Brasil do mais importante jornal do mundo. Trecho:
    Luiz Inácio Lula da Silva nunca escondeu seu apreço por um copo de cerveja, uma dose de uísque ou, melhor, um trago de cachaça, a potente aguardente do Brasil.
    “Quando eu fui candidato a vice do Lula, ele bebia muito”, disse Leonel Brizola, atualmente um crítico do governo, em um recente discurso. “Eu o alertava de que a bebida destilada é perigosa. Ele não me ouviu’. Eu lhe disse: ‘Lula, eu sou seu amigo e camarada, e você precisa pegar essa coisa e controlá-la’‘, ele se recordou. ‘‘Não, não tem perigo, está sob controle’‘, lembrou Brizola, imitando a voz do presidente, deste ter respondido. ‘‘Ele resistiu, e continua resistindo’‘, continuou Brizola. ‘‘Mas ele tinha um problema. Se eu bebesse como ele, eu estaria frito.”
    Em uma cerimônia realizada aqui em fevereiro para anunciar um grande novo investimento, por exemplo, Lula se referiu duas vezes ao presidente da General Motors, Richard Wagoner, como presidente da Mercedes-Benz. Em outubro, em um dia em homenagem aos idosos do país, Lula disse a eles: ‘‘Quando se aposentarem, por favor, não fiquem em casa atrapalhando a família. Tem que procurar alguma coisa para fazer’‘.
    No exterior, Lula também cometeu seus tropeços. Em uma visita ao Oriente Médio no ano passado, ele imitou o sotaque árabe falando português, com os erros de pronúncia e tudo, e em Windhoek, Namíbia, disse que a cidade parecia ser tão limpa que ‘‘nem parecia a África”.

    DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  •                              
    Dilma Rousseff nega agora, mas por um triz o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa deixou de ser nomeado ministro das Cidades. Ele esteve entre os indicados do Partido Progressista (PP) para substituir o ministro Aguinaldo Ribeiro, em reunião na Casa Civil da Presidência ocorrida em 11 de março passado. Ribeiro deixaria o cargo seis dias depois (17), data da Operação Lava Jato, que prendeu o ex-diretor.
  • Paulo Roberto Costa estava entre os nomes levados pelo PP a Dilma. Mas, consultado pela Casa Civil do Planalto, ele declinou da indicação.
  • A PF descobriu troca de mensagens, no celular do doleiro Alberto Youssef, atestando o convite que o ex-diretor da Petrobras esnobou.
  • Ciro Nogueira, presidente do PP, disse que levou a Aloizio Mercadante (Casa Civil) opções “de alto nível” para substituir Aguinaldo Ribeiro.
  • Da reunião sobre opções para ministro das Cidades participaram o líder do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PE), e a ministra Ideli Salvatti.
  • O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa fez uma ressalva, ao revelar à Justiça Federal, sob delação premiada, que mandou pagar R$ 10 milhões ao falecido senador Sergio Guerra (PSDB), em troca do fim de uma pretendida CPI para investigar malfeitorias da estatal, em 2009. Segundo ele, foi uma das raras operações das quais não participou o seu parceiro Alberto Youssef, preso como ele na Operação Lava Jato.
  • Deflagrada em 17 de março deste ano, a Operação Lava Jato completou sete meses nesta sexta-feira. Merecia bolo de aniversário.
  • O pagamento dos R$ 10 milhões prometidos foi feito, diz o ex-diretor, pelo presidente da empreiteira Queiroz Galvão, Ildefonso Colares.
  • Se há pernambucanos no Petrolão, há pernambucano empenhado na sua devassa: José Jorge, ministro do Tribunal de Contas da União.
  • A pesquisa IstoÉ/Sensus desta sexta (17) acionou todos os alarmes na campanha do PT: Aécio (PSDB) abriu 12,8 pontos, com 56,4% dos votos válidos, contra 43,6% de Dilma. Os petistas sabem que o Sensus foi o único grande instituto a prever que Aécio chegaria ao 2º turno.
  • Até doente, Dilma tem dificuldade de ser gentil. Ao perceber queda de pressão, pôs o dedo em riste e disse à repórter do SBT, adotando tom de advertência em lugar de súplica: “Eu não estou me sentindo bem!”.
  • Ficou para depois do 2º turno a fusão PSB-PPS, proposta pelo falecido ex-governador Eduardo Campos. O novo Partido Socialista adotará a sigla PS40 e deve mesmo ser presidido pelo deputado Roberto Freire.
  • Em disputa acirrada pelo governo contra Delcídio Amaral (PT-MS), o tucano Reinaldo Azambuja conta com presença do governador Geraldo Alckmin em ato de campanha hoje, e de Aécio Neves na terça (21).
  • Após uma campanha de primeiro turno usando azul em lugar do vermelho petista, Delcídio Amaral enfrenta dificuldades para convencer estrelas do seu partido a irem ao Mato Grosso do Sul apoiá-lo.
  • A médica e deputada Jandira Feghali, líder do PCdoB na Câmara, saiu do Rio para organizar o ato “Saúde com Dilma” em São Paulo. O tema é considerado sensível, após a categoria declarar apoio a Aécio Neves.
  • Após ter o vidro traseiro de seu carro destruído quando se dirigia a ato de entidades católicas, o governador Camilo Capiberibe (PSB-AP) desabafou nas redes sociais: “São milicianos ferindo a democracia”.
  • O horário de verão começa neste sábado. À meia-noite, os relógios têm de ser adiantados em uma hora no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A mudança vai vigorar até 22 de fevereiro.

  • O chilique de Dilma no SBT pode ser da irritação represada. Habituada a gritar até com ministros, custa-lhe muito ouvir críticas de Aécio sem reagir aos berros. Faz mal à saúde.
  • 17/10/2014

    LULARÁPIO NO JÔ

    PARECER

    O parecer de Celso Arnaldo: ‘Não foi pressão, não’


    Único doutor em dilmês do planeta, o jornalista Celso Arnaldo Araújo enviou à coluna o seguinte parecer sobre a entrevista que não houve porque a entrevistada estava grogue:
    Não foi pressão, não. Ineq, ineqüi, inhoqui, sem sombra de dúvidas foi um insulto típico do dilmês ─ ataque apoplético caracterizado por insuficiência sintática, derrame semântico e Lesão de Esforço Repetitivo (LER) na articulação da fala.
    Na verdade, a presidenta que não sabe recitar “batatinha quando nasce” é uma fingidora. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a vergonha que deveras sente.

    AUGUSTO NUNES

    Pressionada por Aécio no debate do SBT, a presidente que se gabou de resistir a pressões 24 horas por dia perde o rumo no meio da entrevista e culpa a pressão.






    Na noite de 11 de setembro, sentada no banco de trás do carro que seguia para o hotel no Rio, a repórter da Folha que acompanhava Marina Silva perguntou à candidata o que achara dos ataques que Lula lhe fizera na véspera. Marina, segundo a jornalista, teve de conter o choro enquanto murmurava, com voz embargada, que não pretendia revidar às agressões verbais. A reação naturalíssima não valia mais que uma nota no pé da página, mas foi noticiada com destaque. E Dilma Rousseff, instruída pelo marqueteiro João Santana, tentou transformar o choro que ninguém viu na prova definitiva de que Marina não estava preparada para governar o país.
    “Presidente da República sofre pressão 24 horas por dia”, caprichou no dilmês castiço. “Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, se não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República”. Nesta quinta-feira, já no começo da entrevista concedida a uma repórter do SBT depois do debate com Aécio Neves, Dilma empacou no meio da palavra inequívoco: “Ineq,.. inequ… inequi…”, tropeçou. “Eu não tô… muito… ” A repórter perguntou se estava se sentindo mal. “A pressão caiu”, disse enquanto um assessor atarantado providencia cadeira, água e açúcar. Mais algum tempo e lá veio a explicação gaguejada: “Eu tive uma queda de pressão. Acredito que… é óbvio que um debate… ele é sempre … exige muito da gente”.
    Pressionada por Aécio Neves durante 100 minutos, a mulher que se gabou de resistir a 24 horas de pressões por dia confessou que ficara desorientada por causa da pressão. Não demorou a recuperar-se, informaram a restauração da carranca e o olhar furioso endereçado à repórter que, em obediência à legislação eleitoral, dera a conversa por encerrada. Segundo o parecer com que procurou desqualificar Marina Silva, a candidata a um segundo mandato não está pronta para ser presidente.